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Queiroga o Novo Soldado de Bolsonaro na saúde

Marcelo Queiroga

Em conversa informal com apoiadores em frente ao Palácio do Planalto Bolsonaro informou que o novo Ministro da Saúde é o médico cardiologista Marcelo Queiroga em substituição ao General Eduardo Pazuello que ficou à frente da pasta por 10 meses

Essa troca se deve às pressões politicas de parlamentares, governadores e prefeitos, colapso do Sistema Único de Saúde (SUS), lentidão de vacinação nos grupos prioritários, faltas de vacinas no país, e acentuada elevação no número de mortes por Covid-19 nos últimos dias.

Há algum tempo políticos ligados ao governo e parlamentares do “centrão” pedem mudança no Ministério da Saúde devido a elevação de mortes ocorridas no país por dezessete dias consecutivos, atingindo nesta semana por três dias mais de 2.000 vidas perdidas, tendo a maior média por Covid-19 desde o começo da pandemia em 1.832 mortes, totalizando neste dia 279.602 vidas ceifadas pelo coronavírus. Além disso, a vacinação que começou em 17 de fevereiro depois de idas e vindas para aprovação pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) da Coronavac do laboratório Sinovac-Butantã-São Paulo-SP, não avançou devida a falta de gestão para a compra das vacinas, bem como aprovação. Não obstante a estes fatores também as políticas equivocadas para o controle, bem como a falta de insumos de todas as necessidades para o enfrentamento do coronavírus.

Todavia sabemos que a troca de ministro na pasta da saúde, apenas tira dos holofotes a pessoa do General Pazuello, porém é sabido que todos os ministros que passaram pelo governo são obrigados a aplicar o pensamento médico e clínico do Dr. Presidente da República e, portanto os dois primeiros que se rebelaram, foram demitidos ou tiveram que pedir para sair.

Mandetta

O primeiro Ministro da Saúde do Governo Bolsonaro, o médico Luiz Henrique Mandetta teve vários embates a respeito das medidas a serem tomadas na época, inclusive defendia cancelamento das festas de carnaval. O ex-ministro Mandetta ao sair deixara claras suas posições em defender distanciamento social, uso de máscaras e não usar cloroquina como medicamento precoce, mesmo assim tentou contemporizar com o Presidente Bolsonaro, mas a animosidade era visível nas entrevistas à época. Hoje em entrevista deixou claro que a troca de ministros não fará diferença caso não haja mudança de postura do Presidente da República, como o exemplo que menciona de 15 de março de 2020 em que o presidente foi cumprimentar manifestantes em frente ao Palácio sem mascaras e sem distanciamento, junto com o presidente da ANVISA o General Antônio Barra Torres: “É preciso que o presidente concorde com princípios de enfrentamento da Saúde para esta doença”. Mandetta deixou o cargo em 16 de abril, quando o Brasil contabilizava 1.933 mortes.

Teich

No mesmo dia da demissão de Mandetta, Bolsonaro nomeou o médico oncologista Nelson Teich, tendo assumido com um projeto de fazer testagem em massa e, portanto colocou na pasta por indicação óbvio do Presidente, o General Eduardo Pazuello como Secretário Executivo, com a desculpa de que ele seria a pessoa melhor capacitada para realizar a logística das testagens no País, porém não saiu do papel e os embates com o Presidente ficaram visíveis por ele não concordar com o uso da cloroquina e o isolamento vertical, então por desconforto Teich resolveu sair do Governo, deixando 14.817 vidas para trás.

Pazuello

Em 15 de maio de 2020, Pazuello assume o Ministério e a ideologia bolsonarista, tendo sido um verdadeiro Soldado seguindo à risca seu comandante, perfazendo em 10 meses à frente da pasta saldos nada gloriosos para um representante do Exército de Caxias. O Brasil acumula dias fatídicos com resultados vergonhosos no combate a Covid-19, como resultado de medidas equivocadas que trouxeram incertezas aos brasileiros, “afinal não houve campanha para a preservação da vida, não houve campanha para distanciamento social, não houve campanha para uso de máscaras, não houve campanha para a testagem, não houve campanha para a aplicação da vacina, não houve campanha para a preservação da vida”. O General de Divisão do Exército Brasileiro Eduardo Pazuello deu sua contribuição ao País e ao Governo de Jair Messias Bolsonaro, com iminente enfrentamento a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a respeito de sua conduta no combate a crise deixando 279.602 famílias órfãs, de acordo com o levantamento do consórcio de imprensa.

Queiroga

Com a pressão advinda de apoiadores do Centrão, principalmente o presidente da Câmara Arthur Lira, Bolsonaro se vê obrigado a substituir o General na pasta da saúde, então lhe é recomendado a digníssima médica Ludhmila Hajjar, que pressionada em reunião com o próprio Presidente, seu filho, o Deputado Federal Eduardo Bolsonaro e o então ainda Ministro Pazuello, se resignou a não compactuar com o deszelo aos brasileiros. Sendo assim foi chamado o também médico Marcelo Queiroga para assumir o ministério, que prontamente aceitou.

O Presidente Bolsonaro em suas redes sociais anunciou que o médico cardiologista Marcelo Queiroga, atualmente presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, natural de João Pessoa (PB), é o novo Ministro da Saúde e que dará prosseguimento ao trabalho realizado pelo seu antecessor, o General Pazuello, mas que agora o governo além da vacinação “...partirá para uma fase mais agressiva” para reduzir as mortes diárias em uma ou duas semanas. Queiroga é bolsonarista de carteirinha alinhado com suas politicas ideológicas.

#UseMáscara #DistanciamentoSocial #UseAlcoolEmGel #VigieAAgulha

Texto por Antonio Oliveira 



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