A Polícia Civil de Goiás , por meio do Grupo Especial de Investigação Criminal de Rio Verde – 8ª DRP, deflagrou, nesta terça-feira (19), a Operação AgroPix, visando desarticular grupo criminoso especializado na prática de fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
As investigações tiveram início após um produtor rural da cidade de Rio Verde/GO ser vítima do golpe da “mão fantasma”, no qual criminosos se passaram por funcionários de instituição financeira e, mediante engenharia social, induziram a vítima a instalar aplicativo de acesso remoto sob o pretexto de reforço de segurança bancária. Após a instalação do app, os investigados passaram a operar remotamente o aparelho celular da vítima, obtendo acesso à conta bancária e realizando sucessivas transferências fraudulentas via PIX.
A prática criminosa causou prejuízo superior a R$ 1,1 milhão, valores posteriormente pulverizados em diversas contas bancárias vinculadas aos investigados, com o objetivo de dificultar o rastreamento e ocultar a origem ilícita dos recursos.
Durante a investigação, foi possível identificar uma complexa rede de movimentações financeiras envolvendo contas de passagem, empresas de fachada e dispersão sistemática de recursos ilícitos.
Foram cumpridas mais de 80 medidas judiciais , dentre prisões temporárias (25), buscas e apreensões domiciliares e bloqueios de valores. A operação contou com o apoio das Polícias Civis de São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal, bem como das unidades da PCGO – 5ª DRP Luziânia, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (DERCAP) e Coordenadoria de Recursos Especiais, via Grupo Tático 3 (GT3) e da Divisão de Operações Aéreas (DOA), fundamentais para o êxito da ação policial.
Os investigados poderão responder pelos crimes de furto mediante fraude eletrônica (Art. 155, §4º-B do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/98).


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