Goiânia: Até sexta Ateliê do Gesto apresenta “Dança Boba” para alunos de escolas municipais

outubro 09, 2019

Ateliê do Gesto apresenta “Dança Boba” para alunos da EJA de 06 escolas municipais de Goiânia

Uma experiência única para alguns destes estudantes, da Educação de Jovens e Adultos

Depois de estrear Dança Boba para o público geral, o espetáculo, que conquistou os corações dos espectadores, também pode ser visto por pessoas com pouco ou nenhum acesso aos teatros da capital 

Os espertos ganham dos outros. Em compensação, os bobos ganham a vida”. A frase de Clarice Lispector inspira o mais novo espetáculo do grupo de dança Ateliê do Gesto, que teve sua estreia em Goiânia em setembro.

Nascido da espontaneidade, “Dança boba” é um espetáculo baseado no improviso e oferece leveza ao público, que pode inventar sua própria história sobre o que vai assistir.

Nesta semana, este trabalho comovente e instigante está sendo apresentado para jovens e adultos de 06 escolas municipais de Goiânia, entre elas, instituições que ficam na Vila Izaura, no Bairro São Domingos, no Conjunto Vera Cruz. O projeto, que conta com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultural, oferece o espetáculo gratuitamente e o transporte para o teatro.

As apresentações vão até a sexta-feira (11/10), no Teatro Centro Cultural UFG.


João Paulo Gross e Daniel Calvet, bailarinos criadores do Ateliê do Gesto, apresentam este novo trabalho levando ao público um estado de bobeira, sonhador e contemplativo. Calvet, criador do espetáculo, deseja que o público saia dali com sensação de leveza “Eu gosto de imaginar o espetáculo criando a sensação de um copo de refresco bem geladinho numa tarde muito quente. Pois são nesses momentos, em que nos permitimos contemplar nossas experiências, é que encontramos soluções. Pois a vida se constrói como um grande jogo de improviso”, comenta o bailarino.

Além de serem afetados por leveza e beleza, o público ainda pode imaginar a narrativa que quiser, de acordo com seus sentimentos e repertório. Ele participa, assim, inventando a história junto com os bailarinos. “A gente se diverte ouvindo umas interpretações que nunca conseguiríamos imaginar para o que fazemos. E isso é muito interessante, porque afirma a noção de que a arte não se faz apenas do intérprete que a executa, mas de um diálogo com o universo íntimo de quem assiste. O que você entende de uma obra é muito mais um espelho de você mesmo do que uma afirmação sobre o que você assistiu”, explica Calvet.

Durante todo o espetáculo, a palavra de ordem é descomplicar. É assim que a simplicidade permeia o espetáculo, desde a coreografia nascida das provocações do instante, até a cenografia e iluminação. “O palco é desprovido de grandes artifícios, como as pesadas cortinas. Utilizamos objetos, com os quais vamos construindo espaços e situações onde executamos as danças”, adianta Calvet. O mesmo acontece com a trilha sonora. “Ela foi encontrando o seu ritmo conforme fomos testando cada coisa, em sequências distintas, determinadas pelos desejos dos nossos corpos a cada dia de ensaio, e assim as coisas foram encontrando o seu lugar”, complementa.


Agenda INTERNACIONAL

Com uma média de cinco apresentações mensais, o Ateliê do Gesto possui uma agitada agenda de trabalho, percorrendo todo o Brasil e o exterior. Neste ano, por exemplo, já passaram por 12 cidades brasileiras, pelo Peru, Equador e agora seguem para Singapura, na Malásia.

Sobre Ateliê do Gesto

O Ateliê do Gesto nasceu da busca por novas percepções e diálogos com outras linguagens artísticas no corpo em movimento. Através de identificações estéticas e o desejo de trabalharem num projeto autoral, João Paulo Gross e Daniel Calvet (artistas com carreiras consolidadas e passagens por importantes cias de dança no Brasil), se juntaram para pesquisar o corpo, tendo como ponto de partida o movimento e sua construção dramatúrgica na cena. Desse encontro nasceu “O Crivo”, espetáculo inspirado na obra de Guimarães Rosa, ganhador do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015, do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás 2015, que continua circulando pelas cinco regiões do Brasil e por diversos festivais internacionais. Em 2018 o grupo integrou o Palco Giratório, projeto de circulação das artes cênicas, que contempla todo o país, produzido pelo SESC – Departamento Nacional. No primeiro semestre de 2019 realizou o projeto SESI Viagem Teatral, realizando uma circulação por 5 cidades do interior do estado de SP.

Neste ano o grupo tem circulado com seus espetáculos de repertório, “O Crivo” e “Natureza Morta”, no Brasil, na América Latina e agora, na Ásia, difundindo a dança contemporânea que produzem no estado de Goiás. Para o próximo ano, Ateliê fará estreia de um espetáculo de dança para o público infantil.

Por Ana Paula Mota - Produtora Cultural e Assessora de Imprensa - 62 9 9941-5464.
Fotos: Layza Vasconcelos



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