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A carta de despedida de Bruno Covas

Bruno Covas e o filho Tomás

Neste dia 16 de maio de 2021, depois de quase dois anos de luta neste percalço contra um câncer, o advogado, economista e político Bruno Covas Lopes, prefeito licenciado de São Paulo, a maior cidade brasileira, faleceu às 08:20 no hospital Sírio Libanês. Entretanto há dois dias o seu último ato político fora escrever uma carta em que falava de sua luta e resistência, bem como a do momento atual frente a todos os campos contra a Covid-19 e mais ainda, não poupando críticas ao Governo Federal pelo posicionamento frente às situações de descaso no trato com que a situação exige

Abaixo a íntegra da carta:

"São Paulo, 14 de maio de 2021

Minhas companheiras e meus companheiros,

Espero que estejam bem e protegidos.

Gostaria de em primeiro lugar agradecer a todo carinho, a todas as orações e energia positiva que vocês têm me enviado. Lamento não conseguir responder a tantas mensagens, sintam-se todos abraçados. O apoio e o suporte de vocês têm sido decisivos no meu tratamento. Venho seguindo à risca as orientações da minha equipe médica e, de cabeça erguida, enfrentado os desafios que a vida me impõe. A luta é dura e árdua, mas não esmoreço e sigo em frente.

Esses últimos meses têm sido muito desafiadores para todos nós. A pandemia da Covid-19 tem cobrado um preço caro dos brasileiros e vamos caminhando para contabilizar 430 mil mortos. Uma tragédia sem precedentes que já deixa e vai deixar muitas marcas na nossa história. As consequências são catastróficas: vidas interrompidas, famílias em sofrimento, negócios em dificuldade, desemprego, pobreza e, lamentavelmente, a fome. Faço esse preambulo pois é exatamente sobre o que se trata o dia de hoje: política. A solução para nossos problemas só será enfrentada pela via da política, pela via democrática, pela seriedade com que os governos trabalham e realizam políticas públicas.

Tucanas e tucanos podem se orgulhar de todo o esforço que nossos governos, no estado de São Paulo e nos municípios, incluindo a nossa Capital, têm feito para enfrentar a pandemia. Das vacinas em produção e desenvolvimento pelo Instituto Butantan, à expansão vertiginosa da infraestrutura hospitalar, o fortalecimento do SUS em nosso estado é uma realidade.

Em contraposição ao governo federal vem desdenhando da vida e da saúde dos brasileiros ao longo da pandemia, o PSDB de São Paulo e seus aliados vêm demonstrando na prática aquilo que é sua vocação: responsabilidade pública, colocar a população, sobretudo a mais pobre, em primeiro lugar, cuidar de gente, fazer um trabalho técnico e baseado em evidências e na ciência, tomar atitudes difíceis e enfrentar as adversidades sempre com respeito, dignidade e defendendo a democracia.

Somos um partido forte, sólido, com muitos serviços prestados ao nosso país e ao nosso estado. Somos um partido de quadros competentes e que colocam o compromisso público em primeiro lugar.

É nesse contexto que quero ressaltar a importância dessa cerimônia de hoje. O momento do Brasil demanda de todos nós espírito público, unidade, agregação, somar e não dividir, não deixar nenhum interesse pessoal sobrepujar o interesse coletivo. Receber em nossos quadros o vice-governador Rodrigo Garcia sinaliza exatamente isso. Ele tem sido incansável na defesa do interesse público. Tenho por ele muito apreço e consideração. Foi decisivo na nossa vitória na eleição passada aqui na Capital e tem sido aliado histórico dos tucanos. Foi aliado do meu avô, foi aliado de Geraldo Alckmin, foi aliado de Serra, é meu parceiro e aliado, é aliado do Governador João Doria, sempre esteve do nosso lado, nada mais natural do que se juntar a nós nessa caminhada.

Vejo nesse ato um resgate da história do nosso partido, inclusive para além das razões que já mencionei, vejo um resgate do nosso manifesto de fundação.

No sonho de nossos fundadores, o Partido da Social-Democracia Brasileira, seria o partido capaz de juntar as forças democráticas ponderadas da república na luta pelo bem comum. Rodrigo é um liberal progressista, um parlamentarista, está afinado com nossos valores e ideais. Sua trajetória e sua experiência político administrativa vem contribuir em muito para que nosso partido possa se fortalecer ainda mais e continue a promover as mudanças que a população precisa no estado de São Paulo.

Seja bem-vindo Rodrigo Garcia, seja bem-vindo ao ninho tucano, seja bem-vindo a Social-Democracia Brasileira.

Muito Obrigado!

Bruno Covas
".

Tomás Covas, de 15 anos, foi quem esteve ao lado de Bruno Covas em seus últimos momentos, sendo um deles a final da Libertadores no Maracanã entre Santos x Palmeiras, em janeiro, na época criticado pelo feito, mas estava convicto de que poderia ser um momento para ficar para sempre marcado na memoria de seu filho, ambos Santistas. Bruno Covas faleceu hoje aos 41 anos, sendo apontado como uma liderança possível para alçar voos até o Planalto, líder do PSDB Jovem representava o oxigênio dentro do partido em termos nacionais, São Paulo perde e o Brasil também.

Santista de nascimento e de coração, o nobre torcedor do time da Vila Belmiro, em pouco tempo de vida pública conquistou o respeito de seus adversários e a admiração de seus correligionários, neto de Mário Covas, ex-governador de São Paulo, nesta deixa um legado de dignidade, respeito, sacrifício e retidão, que poucos na vida pública tiveram com muito mais tempo para exercer o ofício de cuidar da coisa pública.

Bruno Covas natural da cidade de Santos, litoral de São Paulo, saiu para governar a maior cidade da América Latina e compor o cenário presente e futuro da política nacional, mas quisera o destino que sua trajetória chegasse ao fim e para Santos retorna a fim de descansar junto ao seu avô.

#UseMáscara #DistanciamentoSocial #UseAlcoolEmGel #VigieAAgulha

Por Antonio Oliveira



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