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Joe Biden: o Presidente de uma nação

Aos 78 anos de idade tomou posse na Casabranca no dia 20 de Janeiro de 2020 o novo Presidente dos Estados Unidos Joseph Robinette Biden Jr. “Joe Biden” do partido Democratas, e a primeira negra na vice-presidência Kamala Harris

Entre os convidados para o cerimonial estiveram presentes os ex-presidentes Bill Clinton, George W. Busch e Barack Obama, e o vice-presidente Mike Pence de Donald Trump que depois de tanto negacionismo e insurreição à democracia resolvera sair pela porta dos fundos. Não houve a presença do povo americano, mas em seu lugar 200 mil bandeiras tomavam a Avenida Pensilvânia, representando os 50 Estados Americanos.

Festa da Democracia sem o Povo

Dois fatores levaram a falta do povo à solenidade de posse do 46º Presidente dos Estados Unidos; o primeiro a pandemia do Covid-19 que nesta data chegou a marca de 400 mil vidas ceifadas, embora a vacinação já esteja ocorrendo desde o dia 14 de dezembro de 2020 pelo imunizante da Pfizer, mas de forma desarticulada, todavia este não pode ser considerado o maior fator para tantas vidas perdidas, mas sim o negacionismo de Trump e a fata de medidas restritivas, principalmente no feriado de ação de graças. O segundo fator foi a crise instaurada de segurança à democracia  pelo ex-presidente, tendo em discurso proferido à Nação incitado seus fiéis eleitores e apoiadores a invadirem o  capitólio, no dia 06 de janeiro de 2021, a qual resultou na morte de 5 pessoas dentre elas um policial, 50 pessoas feridas e prisão de 90 pessoas, além claro de um segundo processo de impeachement contra o republicano Donald Trump.  Portanto para esta posse de Joe Biden um verdadeiro esquema de guerra foi colocado na cidade com efetivo de 25 mil homens da Guarda Nacional, a fim de preservar o cerimonial.

O Discurso contundente de União

Biden tem consciência dos desafios que terá a enfrentar frente a Presidência  dos Estados Unidos, a fim de que prevaleça os princípios básicos da democracia americana, os quais foram arranhados por seu antecessor. A Nação precisa ser unificada e sua confiança democrática restaurada em cima dos pilares defendidos na declaração de independência dos Estados Unidos. Portanto Baden prometeu: “..Serei um presidente para todos os americanos. E eu prometo que vou lutar tanto por aqueles que não me apoiaram como por aqueles que o fizeram.” E ressalta que a democracia venceu e que é necessário a união de  todo o povo americano: “Para superar os desafios, restaurar a alma e garantir o futuro dos Estados Unidos é preciso mais do que palavras. Isso requer a coisa mais elusiva de todas em uma democracia: união”, Portanto é necessário que abram as almas e não endureçam os corações, a fim de acabar com as polaridades e extremismos, o que chamou de guerra incivil. Pois a “Política não precisa ser um fogo violento que destrói tudo em seu caminho. Cada discordância não precisa ser causa para uma guerra total. E precisamos rejeitar a cultura em que os próprios fatos são manipulados ou mesmo fabricados."... E olhando para a vice-presidente falou da concretude de um sonho de  Martin Luther King Aqui estamos, onde há 108 anos, em uma outra inauguração, milhares de manifestantes tentaram impedir mulheres corajosas de marchar pelo direito de votar. E hoje nós marcamos o juramento da primeira mulher na história americana eleita para o cargo executivo nacional, a vice-presidente Kamala Harris. Não me digam que as coisas não podem mudar". Biden declarou que: “Poucas pessoas na história da nossa nação foram mais desafiadas ou encontraram um momento mais desafiador ou difícil do que esse em que nós nos encontramos agora".

Atos de Biden logo após a Posse

A posse do novo presidente americano foi marcada por tomada de decisões práticas e outras simbólicas em que imprimem a marca de seu governo ao assinar 17 ordens e ações executivas, dentre as quais a recolocação dos Estados Unidos na OMS (Organização Mundial da Saúde), bem como passou a integrar o consorcio Covax, o qual tem por finalidade financiar vacinas para países com renda baixa ou média a partir de fevereiro de 2021.

A seguir os 17 atos:

1. Pandemia: Obrigatoriedade de uso de máscara de proteção e distanciamento físico nas instalações federais em todo o país e apelo aos governos estaduais e locais para seguirem a mesma regra;

2. Pandemia: Interrupção do processo de saída dos EUA da Organização Mundial de Saúde e nomeação de Anthony Fauci como chefe da delegação;

3. Pandemia: Criação do cargo de Coordenador da Resposta à covid-19, responsável pela gestão da vacinação e distribuição de equipamento médico, respondendo diretamente ao Presidente;

4. Economia: Prolongamento da suspensão de despejos e execuções hipotecárias até 31 de Março;

5. Economia: Extensão do período de suspensão de pagamento de empréstimos universitários e de juros para cidadãos que tenham contraído dívidas para estudar até 30 de Setembro;

6. Ambiente: Regresso ao Acordo de Paris.

7. Ambiente: Cancelamento do projeto do oleoduto Keystone XL. Ordem para as agências federais reverem e reverterem mais de 100 decisões de Trump no âmbito ambiental;

8. Imigração: Fortalecimento da DACA, para a proteção dos direitos de menores que tenham ido ilegalmente para os EUA;

9. Imigração: Reversão das restrições impostas por Trump à entrada de cidadãos de sete países maioritariamente muçulmanos;

10. Imigração: Reversão a expansão dos poderes de repressão à imigração ilegal nos EUA;

11. Imigração: Interrupção da construção do muro na fronteira com o México cancelando a declaração de emergência nacional usada para o financiar;

12. Imigração: Prolongamento do adiamento de deportações e emissão de autorizações de trabalho para cidadãos liberianos com asilo concedido nos EUA até Junho de 2022;

13. Igualdade: Cancelamento da Comissão 1776 proposta por Trump, que defende a “educação patriótica”, e ordem para as agências federais reverem as suas práticas para assegurar igualdade racial;

14. Igualdade: Proibição da discriminação no local de trabalho tendo por base a orientação sexual ou a identidade de género;

15. Ética: Obrigação de todos os nomeados para funções governamentais de assinarem um documento em que prometem não agir por interesse pessoal e em respeito da independência do Departamento de Justiça;

16. Regulação: Orientação para o diretor do Gabinete de Gestão e Orçamento para modernizar as práticas regulatórias e cancelar o processo de regulação da gestão anterior;

17. Censos: Inclusão de não-cidadãos nos Censos e a sua distribuição por congressistas.

O legado de Trump

Donald Trump, e seus secretários de governo foram proibidos de entrarem em território Chinês, bem como suas empresas de fazerem negócios por lá, devido às ofensas e ataques ao Governo e aos cidadãos chineses, por ocasião do Coronavírus.

Bolsonaro age com Diplomacia

Bolsonaro em carta direcionada ao novo presidente dos Estados Unidos Joe Biden, toma discurso conciliatório e contradiz a si e seu governo, todavia é elogiável sua postura de mudança em se alinhar aos Estados Unidos: “Estamos prontos, ademais, a continuar nossa parceria em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente, em especial a Amazônia, com base em nosso Diálogo Ambiental, recém-inaugurado. Noto, a propósito, que o Brasil demonstrou seu compromisso com o Acordo de Paris com a apresentação de suas novas metas nacionais..”. O presidente do Brasil exalta a relação entre as duas nações para o bem estar de seus povos e da democracia.

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