Greve Anunciada em Goiânia pelos Servidores da Educação

março 06, 2018
Por Antonio Oliveira


Nesta segunda-feira, dia 05 de março de 2018, estiveram presentes para manifestação e paralisação das Escolas Municipais e CMEIs da cidade de Goiânia, os Auxiliares de Atividades Educativas, em ato que contou com a maciça adesão de instituições do ensino infantil da cidade, bem como de maior parte da mídia televisiva, impressa e digital da Região Metropolitana de Goiânia.


O movimento de paralisação que se articulou ao longo dos últimos 30 dias teve o apoio de mais de 90% de estabelecimentos da rede sendo que mais de 120 (cento e vinte) estabelecimentos entre escolas, centros e instituições de educação infantil, aderiram total ou parcialmente a paralisação, cujos motivos são vários, entretanto a pauta principal é em torno do adicional de 30% que os servidores empossados no ultimo concurso não recebem em seus contracheques desde a primeira convocação, perfazendo até então 10 meses sem o referido, todavia é preciso salientar que este não é uma gratificação e sim um valor para ser composto o salário do servidor público que esteja lotada em sala de aula, de acordo com Lei 9.637 de 27/08/2015.


De acordo com relatos dos servidores Auxiliares de Atividades Educativas, a rotina desgastante do dia-a-dia só aumenta com as dificuldades financeiras havidas haja vista que o salário cujo valor é de 1.045,62 sem os 30% de adicional oferecido no edital 001/2016 o qual encontra parâmetro na lei do município, traz desordem de capacidade em subsistência para manter equilibradas suas contas mínimas, sem contar que muitos destes profissionais a fim de tomarem posse foram obrigados a gastar e se endividar para comporem uma verdadeira odisseia médica, a qual se resume aos exames e laudos médicos os quais não foram fornecidos pelo município tendo o trabalhador que arcar os gastos de seu bolso, além de toda a documentação pertinente, contudo muitos tiveram que se endividar para obter a posse garantida e portanto com o salario básico sem o adicional que estava previsto em edital, este trabalhador se sente acuado as dívidas e ao mal estar da sociedade. Doravante tudo isso o descaso da Secretaria Municipal de Educação que para tudo o quanto o servidor necessitar é preciso uma petição e um longo processo mesmo que seja direito plausível como o caso aqui dos 30%, que sequer deve sair das mesas e chegar a um ponto de decisão, ou quem sabe até saia das mesas direto para os arquivos.

Na manifestação, uma comissão independente formada por Auxiliares de Atividades Educativas elaboraram um documento, o qual visa a contemplação de pagamento dos 30% e de forma retroativa, porém segundo membro da comissão do Movimento de Greve o Auxiliar Cássio Guimaraes, disse que o Secretário de Educação Profº Marcelo Ferreira da Costa bem como sua equipe se recusaram a receber a comissão para discutir a pauta ou mesmo receber o referido documento.

Segundo Cássio a Secretaria da Educação diz que estão se adequando a folha de pagamento, porém o representante do Movimento de Greve questiona a posição da secretaria em estar se adequando já que na semana passada houve convocação de mais 491 (quatrocentos e noventa e um) Auxiliares de Atividades Educativas, então a prefeitura deseja mesmo ignorar a Lei que ela mesma aprovou e sancionou?


O movimento de paralisação nesta manhã em frente da Secretaria Municipal de Educação, SME de Goiânia, contou com a participação efetiva de mais de 300 (trezentos) Auxiliares fora servidores de outros cargos administrativos e pedagógicos da rede, apoiando o movimento e salientando que todos têm a obrigação de lutar pelos direitos adquiridos e que a diferenciação de salários dentro da mesma categoria causa desconforto aos profissionais. Segundo a Comissão de Paralisação o movimento cresceu e não pode recuar e sua expectativa é de que os gestores atuem para atender as demandas da categoria, mas se isto não vier a acontecer, a greve se anuncia e será o ponto crucial desta batalha, afinal mesmo com as crises em que passa o País, o trabalhador da educação não pode sofrer o achatamento do mínimo que já tem. No dia 08 de março, ou seja, quinta feira haverá um outro ato para que outros pontos possam ser questionados e discutidos pela sociedade juntamente com esse de hoje, por toda a categoria de servidores da educação do município de Goiânia.

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