Prostituta em entrevista

fevereiro 21, 2018
Por | André Luís, Tiranossaurus Rex
A linha que separa o sexo convencional da prostituição é indefinível!
Entrevistador: Você é prostituta há quanto tempo? Isabela: Final do ano de 2016. Entrevistador: Você gosta ou você faz só pelo dinheiro? Isabela: Gosto, mas faço mais pelo dinheiro. Entrevistador: Posso te perguntar detalhes sobre a sua profissão? Tenho curiosidade. Isabela: Pode sim, não tenho nada a esconder.
Ent: Qual foi sua intenção quando você começou? Isa: Achar homens muito safados que pagariam para ficar comigo. Ent: Vc contata seus clientes pela internet? Isa: Não, é pela rua mesmo. Ent: Você anda pela madrugada quase nua com roupas exageradamente curtas? Isa: Sim, ando com roupa normal, mas sensual.

Ent: Porque você escolheu trabalhar trocando seu corpo por dinheiro? Isa: O jeito mais facil de ganhar dinheiro. Ent: Você acha que ser prostituta é um dom? Você acha que você já nasceu assim? Ou ser prostituta é uma decisão? Isa: É uma decisão. Ent: Qual foi a quantidade máxima de clientes que vc já atendeu em um único dia de serviço? Isa: Fico a cada 2 ou 3 dias, não faço todos os dias. Ent: Se você recebesse um bom dinheiro você aceitaria atender um grupo de homens ao mesmo tempo, (obscenidades censuradas) fazendo tudo ao mesmo tempo? Isa: Sim, já fiquei com três de uma vez só.

Ent: Como você se sente por dentro, no seu coração, quando vc está sendo usada? Isa: Normal. Ent: Você não fica triste, deprimida, por ser humilhada? Isa: Não, ja me fizeram essa pergunta. Ent: O sentido dessa pergunta é tentar entender onde fica o seu amor próprio. Isa: E o cara que fez essa pergunta me falou que eu faço porque eu gosto mesmo! Ent: Você têm amor próprio? Isso não seria uma contradição? Se amar a si mesma e deixar homens te bater, te humilhar, te insultar. Isa: Amor próprio é eu me aceitar e me amar? Ent: O meu amor próprio é eu não deixar ninguém me humilhar, mas o seu amor próprio eu não posso te responder, por isso estou te perguntando. Você se ama a si mesma, né? Isa: Me amo muito! Me amo porque cuido muito dos meus avós! E uso o dinheiro pra isso! Por isso não fico triste! Fico feliz! Ent: Mas isso não seria uma contradição: vc se amar e deixar outros te humilharem? Isa: Mas eu não me importo com o que os outros fazem e falam pra mim, desde que eu fique feliz!

Ent: Entendi. Em geral, na maioria dos casos, os homens são carinhosos ou agressivos com você? Isa: Mais agressivos. Ent: Porque você acha que a maioria dos homens são agressivos com as prostitutas? Isa: Ai, não sei. Ent: Você acha que esses homens descarregam nas prostitutas a raiva que eles tem de suas esposas? Isa: Sim e parece também que eles querem mostrar que são o macho superior, e também porque eles podem fazer coisas que as esposas não querem fazer. Ent: Por isso existem muitas traições? Porque o marido não é atendido em casa e vai procurar na rua? Isa: Com certeza! Ent: Mas fica complicado ver dessa forma porque um “macho superior” não precisa bater numa mulher indefesa que não tem o mínimo de força para se defender, não acha? Talvez o nome disso seja “covardia”, concorda? Isa: Na hora do sexo tem homem que gosta de penetrar com mais força, segurar mais forte, dar mais tapas, essas coisas normais do sexo que toda mulher aceita. Ent: Mas você já teve alguma experiência assim, cheia de violência física e nada de sexo, só pancadas? Isa: Já fiquei com um cara assim, mas antes ele me explicou que seria assim. Tem uns que gostam de bater mais do que transar.


Ent: Agora chagamos onde eu queria chegar. Porque você acha que tem uns covardes que batem em mulher, que é naturalmente indefesa? Isa: Não sei, mas o que eu concordei fazer eu tenho que fazer. Ent: Você gosta de apanhar? O que você sente por dentro quando você leva um tapa na cara? Isa: Ele falou que gostava de ver mulher apanhando sendo superior a elas e sendo sincera, me dá mais prazer apanhar na cara. Ent: Entendo... De certa forma mulher sente prazer na dor, né? Quanto mais dor mais prazer, certo? Isa: Na hora do sexo sim! Depois não! Puxar cabelo, dar tapas, no sexo anal é muito gostoso a dor, mas depois...

Ent: Você se lembra quando você perdeu a virgindade? Como foi? Isa: Foi com 13 anos, com meu amigo. Ent: Vc gostou? Isa: Doeu pouco porque ele era novo e era pequeno. Ent: Você gostaria que tivesse doído muito na sua primeira vez? Isa: De coração? Me arrependo de ter feito com ele. Nem ele e nem eu não sabíamos como fazer. Ent: Entendi... Mas na época você achou bom? Isa: Só um pouco de dor, mas não prazer. Ent: Então, você acha que sua primeira vez foi um estímulo para você buscar mais? Você acha que de certa forma sua profissão é um jeito de você encontrar o homem que vai chegar no ponto que você deseja? Isa: Não porque gosto de diferentes homens!

Ent: Digamos que seus avós estivessem super bem e não precisassem de você para nada: Você decidiria trabalhar nessa profissão mesmo assim? Isa: Talvez sim pela independência, porque dá dinheiro. Ent: Você ganha em média quanto por mês? Isa: Uns dez mil reais. Ent: Você faz mais pelo prazer ou pelo dinheiro? Um dos dois é mais importante pra você, né? Isa: Pelo prazer, mas como preciso de dinheiro eu cobro.

Ent: Você quer se casar e ter uma família um dia? Filhos? Isa: Não. Ent: Você pretende ser uma prostituta para sempre? Isa: Tenho medo de fazer igual meus pais fizeram. Ent: O que eles fizeram? Isa: Me abandonaram com meus avós, o resto dos meus tios e tias nem se importam com meus avós. Ent: Nossa, mas que coisa! Você prefere não ter família para não ter esse tipo de decepção? Isa: Sim, mas quando eu for mais velha posso mudar de ideia.

Ent: Entendo... Em relação à proteção: quais tipos de cuidados você toma pra não pegar doenças? Isa: Camisinha.

Ent: Entendi. Seus clientes você encontra como? Isa: Depende da pressa que preciso do dinheiro, mas um vai falando para o outro.
Ent: Você se sente feminina quando está sendo abusada? Isa: Sim, dá mais prazer ser abusada. Ent: Na sua opinião, o que seria ser abusada? Gostaria de detalhes, por favor. Vou deixar sua entrevista sem nome, sem identificação. Ninguém vai saber quem você é. Isa: Fiquei, fiz tudo com o homem e ele saiu, me deixou lá, nem me pagou. Esse tipo de coisa é muito dificil de contar para alguém. Ent: Esse que abusou tanto de você e depois saiu e nem pagou, esse seria alguém que você se apaixonaria? Isa: (risos) sim (mais risos). Ent: De certa forma a mulher gosta quando o homem mente pra ela, né? Isa: Sim, do homem que não está nem aí pra nada.

Ent: Somos animais, vc concorda com isso? Isa: Não! Porque os animas cuidam dos mesmos da mesma espécie e nós nos odiamos. Tipo, falo a maioria das pessoas, não se importam com a outra. Tipo eu, meus pais me deixaram e tem uma cachorrinha em casa que tem filhote e cuida muito deles.
Ent: Sexo tem limites? Isa: Humm... Sim! Ent: Quais seriam esses “limites”? Isa: Aí cada um tem o seu. Ent: Entendo... Mas claro que crianças, deficientes mentais, defuntos, animais, enfim, os desprotegidos que não tem capacidade de decidir não podem fazer sexo nem serem usados para sexo, concorda? Isa: Concordo, tem que ter capacidade sexual e só pode fazer se os dois quiserem. Se um não topar não pode.

Ent: E em relação ao estupro? Vc já foi estuprada alguma vez? O que é estupro para você? Isa: Sim, já fui estuprada. Ent: O que significa estupro na sua opinião? Isa: (interrupção nas respostas) Me desculpa... Ent: Fique à vontade. Isa: Nossa... Que triste! Ent: Já que você já foi estuprada o que você me diz sobre o estupro? Isa: Eu odeio! Ent: Como você descreve a sensação de ser estuprada? Isa: Eu não fui estuprada. Na verdade fui, foi quando eu falei que fiz e não recebi. Ent: Ah... Então foi algo parecido com estupro? Não entendi bem. Isa: Toda vez que fiz sexo foi porque eu topei, mas é complicado falar sobre isso.

Ent: Você está gostando da entrevista? Quer continuar? Isa: Sim, mas pode se soltar mais (risos) você está muito séria. Ent: (risos) sou extremamente técnico né? Então... O q você acha de religião? Seres espirituais. Bíblia, Deus, enfim. Isa: Estamos falando até de religião? Ent: Sim, é uma entrevista! Isa: Sou ateia e você? Ent: Entendi, você quer conversar, você quer encerrar a entrevista e conversar normal, né?

>ANTERIOR DE ANDRÉ LUÍS<

André Luís, pseudônimo: Tiranossaurus Rex – Embaixador Mundial da Paz, membro da organização imperial mundial: Royal Society Group / publicitário / inventor / filósofo / músico / integrante da Royal Academy International / registrado na sucursal da Organização das Nações Unidas (ONU) em Bonn, na Alemanha, sob o número de registro 849.381 / membro da Royal Society of Science, Art and Design / membro honorário das seguintes ordens cavaleirescas mundiais: Ordem dos Cavaleiros Templários; Cavaleiros Sarmathianos da Ásia Central; Cavaleiros de Malta; Cavaleiros Teutônicos da Alemanha; Cavaleiros Hospitalários de Jerusalém / também membro e integrante de diversas outras ordens imperiais, cavaleirescas e diplomáticas mundiais / membro da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes: advertisingpropaganda@gmail.com
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