Fênix


Um dia após o outro
Um dia para consumir o outro
Um dia para se consumar em outro
Um dia para acabar e recomeçar de novo!

Os dias a recomeçar
De tantos que já tive um dia
Mas se um dia vir a passar
Quero poder sentir mais alegria.

Não sei quantos dias hão de existir
A fim de suplantar a perda
Quantas vezes ainda possa emergir
Nesta vida sem sentido sentida

Já não sei se vivo ou existo
Só sei que ando a vagar
Já não sei se existo ou vivo
Sem tempo pra dissipar

Que por vezes reluto
Em não ir atrás
Por saber que mesmo
Com o tempo passado
Ainda não foi capaz
De cicatrizar as mazelas
Da separação, das partilhas
Das perdas sentidas

Este coração em lamento
Sangra perdido
Jorrando ao tempo
Tudo quanto há
De impuro e triste
Ainda não sei viver
Sem sua presença

Porém em meu caminho
Nesta andança de solitário
Sem respostas deste sofrimento
Trago à minha alma só lamento

Tantos quantos poderei ter
Preciso a cada dia renascer
É necessário clareza pra viver
Suplantar medos ao amanhecer

Quero a qualquer custo
Deixar os pensamentos
Renovar os sentimentos
Deixar qualquer lamento.


Autor: Antonio J. C. Oliveira - Poema de 25 de setembro de 2011. Mais do colunista AQUI

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