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Motivos para a Greve em Goiânia sem Fake News

Por Antonio Oliveira


Segundo alguns veículos de comunicação as informações repassadas à comunidade goianiense, carece de verdades, pois não é realidade os salários publicados pelos jornais e meios de mídia financiados pela Prefeitura, basta olhar para o edital publicado nesta semana para o novo concurso proposto pelo município em que o salário base de professor é de R$ 2.700,00. Entretanto o objeto desta greve não se resume aos professores regentes


Profissionais da educação que trabalham no chão das instituições estão indignados com as matérias veiculadas durante esta semana em que alguns jornais da capital tentam desqualificar o movimento publicando salários de professores que não condizem com a realidade, e ainda invisibilizam os demais profissionais que sofrem com o descaso desta gestão que ora aluga o paço municipal.

Segundo Antonio Conceição, servidor da rede da SME (Secretaria Municipal de Educação) que trabalha em CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) na região sudeste da capital no cargo de AAE (Auxiliar de Atividades Educativas), "os jornalecos esquecem-se de que as Escolas e CMEIs precisam para além dos regentes, de outros atores a fim de manterem a dinâmica em funcionamento destes estabelecimentos. Tais como merendeiras, porteiros, faxineiros, auxiliares de secretarias, secretários de escola, auxiliares de atividades educativas. E todos estes profissionais estão com seus vencimentos defasados em virtude do descompromisso da prefeitura de Goiânia, e de forma vergonhosa aparecem matérias tendenciosas na mídia com a finalidade de desqualificar o movimento de greve que ora se encontra em vias de fato".

É preciso que a Comunidade saiba a verdade, que a mídia não seja utilizada de forma covarde para desmerecer uma causa nobre.

Abaixo estão elencados as demandas da educação que ainda encontra-se em construção através de debates e assembleias a fim de construir o melhor para toda a comunidade trabalhadora que se esmera em servir a população.

Mas antes é preciso ressaltar que o trabalhador da iniciativa privada tem seus vencimentos com a reposição inflacionaria garantida através do aumento do salário mínimo ano após ano nos meses de janeiro.

Já o trabalhador da prefeitura depende da reposição das perdas inflacionárias através do pagamento da data base a qual esta em lei e o prefeito não cumpre seu pagamento desde 2019, por isso os servidores da educação estão em estado de greve.

REIVINDICAÇÕES DOS SERVIDORES ADMINISTRATIVOS E AUXILIARES DA EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA

O SIMSED (Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia) realizará uma reunião com pauta específica para os trabalhadores administrativos e auxiliares, neste domingo, dia 13/03, às 19 horas, de forma virtual, com a finalidade em debater e construir as propostas.

PAUTAS DOS ADMINISTRATIVOS E AUXILIARES PARA A GREVE

1. Cobrança de 33%, pois já são TRÊS datas-bases ATRASADAS: 2020, 2021 e 2022, que equivale a cerca de 22% em relação ao IPCA, e mais 11% de reajuste. Já que a inflação da classe trabalhadora é maior que a oficial.

1.1 6% de data base 2020

1.2 10% de Data base 2021

1.3 17% de Data base 2022, já atrasada desde Jan/22.

1.4 Calote na data base de 2022 seria mais 01 (um) ano de fome na mesa do administrativo.

1.5 33% das três datas-bases juntas.

A inflação real para os trabalhadores é muito maior do que o que é medido pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), que leva em consideração itens não considerados básicos. É direito do trabalhador manter o seu poder de consumo para conseguir comprar o básico: carne, gás, energia elétrica, moradia e itens essenciais para sobrevivência.

1.6 A cesta básica do cidadão goianiense consome 55,79% de quem recebe salário mínimo. Conforme estudo do DIEESE, divulgado em março/2022 baseado até fevereiro/2022.

2. Auxílio Locomoção do Administrativo: hoje o trabalhador recebe vale-transporte, mas quando atinge dois salários mínimos, o benefício é cortado.

3. Novo Plano de Carreira para o Administrativo da Educação e para o Auxiliar de Atividades Educativas: conquistar melhorias para o Administrativo e valorização pedagógica para o auxiliar.

4. Direito ao recesso: tivemos uma importante conquista na greve de 2015, mas precisamos aprimorar a lei para que ela garanta que todo o recesso seja cumprido, desde o final do ano letivo até o início do próximo, acabando com as escalas para vigiar as paredes das instituições.

A construção desta Greve passa não só pelas demandas dos professores regentes, mas também e principalmente as dos administrativos, cuja invisibilidade se faz nos grandes meios de comunicação e obviamente pelo Secretário de Educação Wellington Bessa o qual participou de uma live de reunião pedagógica na rede em 11 de março e em nenhum momento se referiu aos demais atores das instituições, dando mostra do descaso com a categoria.

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