Greve em Goiânia: Administrativos Invisibilizados


Luta dos Servidores da Educação do Município de Goiânia parece inglória, fadada pela negligência do Prefeito Rogério Cruz; de Wellington Bessa, Secretário Municipal de Educação; pela bancada governista da Câmara de Vereadores; pelo Sindicato supostamente legalizado e pela Sociedade como um "todo
"

A Sociedade como o "todo" pode ser descrita a partir da própria classe de trabalhadores que não compreendem a força que tem, afinal se cada servidor professor e/ou administrativo que trabalha no "chão" das instituições nas secretarias; lavando banheiros; fazendo comida; auxiliando professores dentro de sala de aula e por inúmeras vezes assumindo as turmas nos déficits que a SME (Secretaria Municipal de Educação) não cobre, sair de sua invisibilidade e tornar-se protagonista da própria luta pode ser revertido à vitória tal qual o historicismo das lutas outrora vivenciadas por esta categoria.

Não obstante a própria classe que luta fazer parte do "todo", pode-se enumerar outros segmentos da sociedade cuja importância se tornam cruciais para aniquilar as possibilidades de sucesso, tal qual a grande mídia fomentada pelo capital do "patrão", fornecendo à população de bandeja o que convém à prefeitura, entregando dados imorais e fraudulentos, passando uma imagem errada daqueles que realmente trabalham.

Além disso a grande mídia ignora a maior parcela de servidores da educação tirando o foco da luta. Pois os tornam por completo em invisíveis para a sociedade, a qual não os reconhece como parte do processo de educação de seus filhos dentro das instituições. Afinal este trabalhador recebe salário mínimo para exercer suas atividades de forma sobrecarregada e precarizada.

Estes TRABALHADORES INVISIVEIS junto com os professores que Rogério CruzWellington Bessa, Vereadores da base governista, a grande mídia e também o sindicato supostamente "legalizado" e por consequência a população ignoram, estão em greve, independentemente de quem os apoia. Pois é legítimo que o cidadão requeira e lute por seus direitos.

O direito de greve está previsto no art. 9 e 37 da Constituição Federal os quais compete aos trabalhadores a decisão de exercê-lo e a formulação das respectivas pautas reivindicatórias.

Dentre as reivindicações desta luta, estão o Piso Nacional de 33,24% para os Professores e o pagamento da Data-Base de 2020, 2021 e 2022 para todos os Servidores Administrativos da Educação de Goiânia que de acordo com a lei de isonomia salarial a categoria requer 33% sobre os vencimentos atuais.

Os direitos dos trabalhadores em Educação no Brasil nunca foi fácil e em Goiânia não é diferente, de forma histórica todas a vitórias foram na base das lutas contra o poder constituído que usa os sindicatos "legalizados", a "grande mídia", "gestores de instituições", entre outros atores, como ferramentas para oprimir, desarticular e enfraquecer os movimentos que buscam por direitos já garantidos por Lei.

Entretanto o Simsed (Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia) tem pautado de forma histórica as lutas dos trabalhadores da Educação em Goiânia e neste momento consegue reunir atores políticos como os Vereadores Mauro Rubem e Aava Santiago a fim de pautarem em sessões na Casa Legislativa as reivindicações da Educação em Goiânia a fim de mobilizar e sensibilizar outros legisladores.

A luta dos trabalhadores de Goiânia há de trilhar apesar dos meandros, por fim alcançar a reposição salarial, como diria Napoleon Hill a vitória só sorrirá para aquele que pensar nela a qualquer custo, "Pois quem cativa a vitória é aquele que crê plenamente. Eu conseguirei!".



Crônica Por Antonio Oliveira - Colunista O Centroeste
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