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ROUND 6: 8 em cada 10 brasileiros notam semelhanças entre a série e a realidade econômica brasileira


25,3% dos brasileiros se arriscariam para ter estabilidade financeira e viver tranquilamente


Para 73% das pessoas, ninguém é totalmente bom e, em algum momento, fez ou fará algo ruim para alguém

14% dos espectadores se sentiram mal ou tiveram pesadelos após assistir a série

"Batatinha frita, 1, 2 ,3…". Essa frase nunca mais será a mesma depois do sucesso da série Round 6. A trama sul coreana atraiu atenção do mundo todo e é um exemplo de produções fora da curva que despertam curiosidade.

Embora apresente brincadeiras infantis, a competição entre os adultos coreanos tem como pano de fundo a luta pela sobrevivência, custe o que custar. As provas exigem inteligência, astúcia e controle emocional e caso não sejam cumpridas, o destino é fatal.

ROUND 6 é a atração mais vista da história da Netflix, assistida por 132 milhões de assinantes em seus primeiros 23 dias de exibição na plataforma, A empresa tirou do cofre US$ 21,4 milhões para produzir o drama e já lucrou quase US$ 900 milhões. Os números são do final de outubro.

Mais de 1000 espectadores brasileiros que assistiram a série, totalmente ou parcialmente, responderam à pesquisa "O que aprendemos com Round 6?", realizada pela Hibou - empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo. A audiência de Round 6 foi comprovada por 85,6%, que maratonaram todos os episódios e a trama recebeu aprovação de 83,7% dos espectadores da pesquisa.

"Round 6 faz muitas provocações e reflexões relevantes sobre a sociedade. A discrepância social crescente, manipulação, a ausência de ética e a isenção de responsabilidade, são temas recorrentes atualmente. Os brasileiros reconhecem que a ética, em algum momento, pode ser comprometida visando vantagens financeiras. Porém, os espectadores também se identificam, principalmente, ao verem todos estes assuntos dentro de um programa de entretenimento", analisa Ligia Mello, sócia da Hibou e coordenadora da pesquisa.

Questões sobre comportamentos éticos, similaridades com a realidade e julgamentos sobre os personagens levaram 68% dos brasileiros a acreditarem que as pessoas são capazes de coisas horríveis por dinheiro, e 83,7% acreditam que o dinheiro não deveria protagonizar os comportamentos das pessoas.

Sendo possível existir desde uma trapaça técnica ou um jogo emocional que leva o outro à perda, a crença nas pessoas está em baixa. Assim, para 73,1%, ninguém é totalmente bom e, em algum momento, fez ou fará algo ruim para alguém. E neste sentido, 3,8% confessaram terem agido para prejudicar a terceiros por dinheiro. Em contrapartida, 91,2% dos brasileiros disseram que nunca fizeram nada para prejudicar alguém.

O enredo icônico promove grandes impactos seja pela história ou suas cenas: 14% dos espectadores se sentiram mal ou tiveram pesadelos após assistir a série. Para 3,4% dos brasileiros alguns incômodos surgiram, e eles pararam de assistir por falta de identificação (40%); por não gostarem do enredo (35%); por acharem a série muito violenta (30%); porque ficaram com o emocional abalado (10%); e outros motivos (15%).

Além destes, foram apontados desconfortos com o comportamento antiético de alguns personagens (49,1%); cenas de morte (26,7%); história do sofrimento dos personagens (26,7%); e brincadeiras infantis se tornando cenários mortais (20,9%).

Além de 83% dos brasileiros identificarem similaridade com a realidade, o enredo foi visto como uma metáfora, entre outros pontos, para a avareza (46,2%); a disputa de classes (46%); o mundo dos negócios (38,3%); a rotina de trabalhar até a morte (37%); desemprego (24%); e a câmara dos deputados (17,9%).

Mesmo assim, 90% dos entrevistados têm empatia pelos jogadores apesar de estarem ali por dinheiro, dentre todos os entrevistados, 25,3% se arriscariam para ter estabilidade financeira e viver tranquilamente, mas apenas 6,7% de todos eles aceitariam participar de um jogo como Round 6 na vida real. A competição está fora da lista de desafios de 81%, que foram categóricos em dizer não à participação em um game como este.

Uma dúvida ninguém tem: o que fazer com o prêmio de Round 6 em mãos, cerca de R$ 210 milhões (45 bilhões de Wons)? Para o brasileiro solidário a ajuda para instituição de caridade está na mente de 57,3% deles. Além disso, viajar pelo mundo (61,2%); quitar todas as contas (59,8%); ajuda a todos os familiares e amigos (57,6%); e empreendedorismo (46,4%), estão entre os planos citados.

Em comparação a outros programas de entretenimento, 51% dos entrevistados acreditam existir semelhanças entre a ideia de Round 6 e os reality shows BBB e A Fazenda. Isso se dá porque essa é uma relação mais tangível com a sociedade atual. Apenas 21% consideram Round 6 semelhante a narrativas como The Walking Dead, apesar de ambas tratarem de sobrevivência mútua versus individual, numa situação mais anormal ao envelope social.

Nem mocinho, nem bandido

"Na Arena do Brasil, dois em cada três entrevistados citam ao menos um nome de personagem que merece morrer"

"Uma das percepções interessantes foi notar como quase todos os brasileiros se enxergam como o herói de sua história. Ao indicarem os vilões da série, é muito comum que absolutamente ninguém se identifique com essa escolha. A exceção é apenas com Oh Il-Nam, o jogador 001, com o qual um terço dos entrevistados que se identificam também o indicam como vilão da trama. Mas dado seu papel no roteiro, é fácil entender os motivos", analisa Ligia.

Ordem de identificação dos brasileiros com os personagens de Round 6:

• Abdul Ali (Tripathi Anupam), com identificação de 23,6% dos brasilerios. O jovem paquistanês também está no topo dos que merecem o prêmio, sendo indicado por 72,3%.

• O protagonista Seong Gi-Hun (Lee Jung-jae) é o segundo com o qual os brasileiros mais se identificam. 19,1% dos brasileiros se reconhecem nele e o veem como uma boa pessoa (56,3%).

• Embora não esteja no jogo, o policial Hwang Jun-Ho (Wi Ha-Joon), é com quem 18,9% dos brasileiros se identificam.

• A personagem Kang Sae-Byeok (Jung Ho-Yeon) mostra fragilidade, mas é uma grande jogadora e tem a identificação de 13% dos brasileiros. 59,2% acreditam que ela deve ganhar o prêmio, ficando à frente do protagonista que ficou com 51,1% das apostas.


"Para indicar quem merece morrer, não é de espantar que os nomes mais vilanizados sejam os mais escolhidos. Porém, os julgamentos quanto aos personagens variam, mas ao se colocar como imperador na Arena do Brasil, apenas 31% dos brasileiros acreditam que ninguém mereceria morrer, ou seja, dois em cada três entrevistados tem pelo menos um nome para citar, independente da história que leve cada personagem ao jogo", informa Lígia.

Para os brasileiros, os personagens de Round 6 que merecem morrer e são vistos como vilões:

• No topo da lista está o gângster Jang Deok-Su (Heo Sung-tae), que merece morrer para 61,2% e é visto como o vilão da série por 61,9%. Sua postura arrogante fez com que apenas 0,2% dos brasileiros se identificassem com ele.

• O amigo do protagonista, Cho Sang-Woo (Park Hae-soo), tem a identificação de 4,2%. Para 36%, ele merece a morte, além de ser apontado como o vilão por 46,4%.

• Em terceiro lugar está o enigmático personagem Oh Il-Nam (Oh Young-Soo), também chamado de 001. Mesmo sendo o jogador mais idoso do jogo, ele é considerado o vilão da série por 65,6% e 34,9% acreditam que ele mereça morrer. 8,2% o vêem como uma pessoa boa e apenas 4% se identificam com ele.

• A emblemática personagem Han Mi-Nyeo (Kim Joo-ryung) é a que menos tem votos. Ela tem 0,9% da identificação dos brasileiros, 29,5% disseram que ela merece morrer e para 17,1% ela é a vilã da série.


Metodologia


Foram entrevistados 1096 pessoas que assistiram total ou parcialmente a Round 6. A pesquisa foi realizada de forma digital, entre 14 e 18 de outubro de 2021, garantindo 95% de significância e 2,96% de margem de erro nos dados revelados.

15% dos entrevistados têm entre 18 e 25 anos; 34%, de 26 a 35 anos; 34%, de 36 a 45 anos; 14%, entre 46 e 55 anos; 3%, 56 anos ou mais.

49,8% são do gênero masculino; 49,6%, do feminino e 0,6%, outros.

52,5% dos entrevistados são casados ou vivem uma união estável; 40,9% são solteiros; 5,7% são divorciados e 0,9% são viúvos.


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