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Campanha “Saúde também é papo de homem” incentiva cuidados com a saúde masculina


Número reduzido de consultas com urologistas nos últimos anos é um dos sinais de alerta do Novembro Azul 2021


Com o tema “Saúde também é papo de homem”, a campanha alusiva ao Novembro Azul organizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) enfatiza a importância do homem retomar os cuidados com a saúde e as consultas médicas.

O foco deste ano se justifica por dados preocupantes divulgados pela entidade e um deles revela que o autocuidado está longe de ser uma prioridade para a população masculina: até julho deste ano, foram registradas menos de 1,9 milhões de consultas com urologistas em todo o Brasil. Em 2020, este número não passou de 2,8 milhões. Antes da pandemia, porém, em 2019, mais de 4,2 milhões de homens se consultaram com um médico da especialidade que cuida, especialmente, da saúde deles.

De acordo com o urologista Augusto Modesto, atual coordenador científico e futuro presidente (eleito para a gestão 2022-2023) da seccional Bahia da SBU (SBU-BA), a ausência de consultas não só dificulta o diagnóstico precoce do câncer de próstata, como também atrapalha a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de várias outras doenças urológicas que atingem os homens, tais como os cânceres de rim, bexiga, pênis e testículo; cálculos renais; infecções urinárias; outras doenças da próstata e disfunção erétil. “Como o urologista é o médico do homem, muitas vezes somos nós que acabamos descobrindo que o homem tem diabetes, hipertensão, dislipidemia e doenças tratadas por outros especialistas, para os quais encaminhamos nossos pacientes. Quando o homem negligencia as consultas com o urologista, esses problemas também podem se agravar em silêncio e provocar danos que podem ser fatais”, afirmou o especialista.

Augusto Modesto

As consultas de rotina são importantes, sobretudo, porque muitas doenças, inclusive o câncer de próstata e outros tipos de tumor, não provocam nenhum tipo de sintoma na fase inicial. Determinados exames periódicos são essenciais mesmo que o paciente não sinta absolutamente nada, pois muitas doenças só apresentam sintomas quando já estão avançadas e as chances de sucesso do tratamento são menores. Estima-se que até o final de 2021, mais de 65 mil novos casos de câncer de próstata sejam descobertos. “O que nós desejamos é que esses diagnósticos sejam feitos o mais precocemente possível, para que o tratamento precoce amplie as chances de cura”, destacou Augusto Modesto, que também é chefe do serviço de urologia do Hospital Aristides Maltez, urologista de hospitais da Rede D’or (São Rafael e Aliança) e membro do Robótica Bahia - Assistência Multidisciplinar em Cirurgia, em Salvador.

A recomendação da SBU é que os homens a partir de 50 anos, mesmo sem nenhum sintoma, procurem um urologista anualmente para avaliação individualizada para facilitar o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Os homens que integram o grupo de risco, como é o caso de negros e de homens com histórico familiar de câncer, devem começar seus exames mais precocemente, a partir dos 45 anos. Para rastrear câncer de próstata, essas idades são consideradas, mas em todas as fases da vida o homem deve consultar um urologista.

Resolvemos fimose e tantas outras complicações na infância, acompanhamos o desenvolvimento da puberdade e orientamos adolescentes quanto às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), prevenimos e tratamos dezenas de doenças urológicas que atingem os adultos, inclusive aquelas que interferem na sexualidade, enfim, atuamos para cuidar da saúde do homem em todas as fases de sua vida”, frisou o urologista Augusto Modesto.

O médico lembrou, ainda, que tão importante quanto a retomada das consultas médicas é a (re) adoção dos hábitos saudáveis. “Quem parou de se exercitar na pandemia deve correr do sedentarismo e voltar a se mexer. Quem passou a comer mal deve melhorar a alimentação e priorizar alimentos nutricionalmente adequados. Controlar o peso corporal é muito importante. Aos homens que começaram a consumir mais bebida alcoólica nos últimos meses, recomendo que repensem essa escolha e reduzam o consumo. Aos que ainda não pararam de fumar, aconselho que decidam vencer o vício e busquem ajuda especializada para conseguir isso. Priorizar a saúde é a melhor escolha que um homem pode fazer”, concluiu.
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