Antes de ser achado morto em cela, assassino da namorada relatou ameaças e agressões

fevereiro 23, 2020

O advogado de Alan Pereira Reis, 22 anos, que confessou ter matado a namorada, Fernanda Souza Silva, de 33 anos, disse que seu cliente relatou ameaças e agressões enquanto estava preso

Pitter Johnson disse que o jovem escreveu em bilhetes que havia levado uma surra e que os agentes prisionais incentivavam os atos de violência. 

A Polícia Civil e a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) apuram o caso.


Segundo Johnson, as ameaças foram feitas enquanto ele ainda estava preso na cadeia de Bela Vista de Goiás, o que demandou a transferência, ocorrida na noite de sexta-feira, 21.

De acordo com o advogado, na quinta-feira, 20, durante encontro com Alan, ele relatou, em bilhetes, que era agredido.


O defensor diz que o jovem não quis conversar porque alegou estar sendo monitorado. Em um dos trechos, Alan diz: "Ele quer me matar ainda hoje". No entanto, não diz quem. Em outro, ele alega que se contasse da surra, seria morto e que "por baixo da roupa estou todo arrebentado".

Alan, segundo Johnson, também escreveu que os policiais ficam "incentivando os presos a acabarem com ele", e se fosse questionado sobre as lesões "é para falar que foi queda no banheiro". 

O advogado disse que, com base nessas informações, pediu a transferência dele de Bela Vista de Goiás para Aparecida de Goiânia. Ele afirmou que não é possível acusar ninguém, mas pediu uma investigação empenhada no caso.

"[Os bilhetes] demonstram que ele estava sendo perseguido. Eu quero que haja uma investigação séria porque tinha essas ameaças que foram relatadas, eu confio na polícia e na justiça que seja uma apuração séria, mas não tenho certeza de nada, seria até leviano da minha parte acusar sem provas", afirmou.

Em nota, a DGAP informou que abriu um procedimento interno para apurar a morte e que ele estava sozinho em uma cela. Destacou ainda que a polícia também apura o caso. A delegada regional de Aparecida de Goiânia, Cybelle Tristão, disse que é preciso aguardar os laudos para saber o que provocou a morte de Alan.

"A conclusão depende, de maneira imprescindível e fundamental, do laudo de local de crime, que com certeza será entregue após o feriado de carnaval ao GIH", afirma.

Morte de Fernanda

Fernanda ficou uma semana desaparecida até seu corpo ser encontrado queimado e enterrado. Segundo a polícia, o próprio Alan foi quem indicou o local onde estavam os restos mortais dela.

Alan foi preso em Marianópolis do Tocantins, na região oeste do estado, quando apresentou uma CNH falsa. Mesmo assim, ele foi identificado por causa de uma tatuagem.

A investigação apontou que após enterrar Fernanda, Alan pegou o carro dela e foi até um shopping de Goiânia com a ex-mulher e os dois filhos pequenos. Lá, fizeram compras e até tomaram açaí.

Câmeras de segurança registraram ele tranquilamente no local como se nada tivesse acontecido. Informações: G1


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