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Goiânia: Para comemorar seus 23 anos Grupo Solo apresenta espetáculo de rua “Nem a morte nos separa”


“Nem a morte nos separa” é uma tragicomédia teatral dançante sobre a vida em sua finitude, alegrias e agruras

Novo trabalho, que envolve dança e teatro, leva o tema da morte para o palco com leveza e criticidade. Espetáculo dirigido por Lázaro Tuim (Cia de Teatro Nu Escuro) percorrerá 6 espaços públicos de Goiânia

Dança e teatro se encontram no novo espetáculo do grupo Solo de Dança. “Nem a morte nos separa” que estreou no sábado, 23/11, na Praça do Crimeia Leste, as apresentações continuam nesta quarta-feira, confira as datas no final desta matéria, as apresentações não tem cobrança de ingressos.

O novo trabalho do grupo leva o tema da morte ao palco de forma alegre, reflexiva e crítica. O espetáculo celebra os 23 de anos de estrada do grupo Solo e tem direção de Lázaro Tuim, da Cia de Teatro Nu Escuro.

A peça ainda será repetida neste ano em mais cinco espaços públicos. As apresentações são todas gratuitas e o projeto tem apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Quatro amigos se encontram em um velório diante de um caixão. Neste momento, traduzido como a única certeza que temos na vida, os quatro personagens revivem suas trajetórias, relembram do cotidiano exaustivo imposto pela rotina de suas vidas, rememoram as festas e os bailes que os enchiam de alegria e de paixões, para enfim, se despedirem uns dos outros.

A inspiração para este trabalho foram os cortejos fúnebres que acontecem em alguns países africanos, como Nigéria, e em cidades norte-americanas, como Nova Orleans. Neles o caixão desfila pelas ruas da cidade, embalados por música e danças.

Nesta nova montagem, a sátira social vem por meio de passinhos, dancinhas e a dança contemporânea, unindo-se às danças de salão, danças populares de rua e interpretação teatral.

Diante desse momento de despedida somos levados à melancolia e à tristeza, no entanto, como sendo nossa única certeza, por que não buscar dar à pessoa que parte uma despedida que se aproxima do que foi a pessoa em vida, alegre, divertida e dançante?”, questiona o diretor Lázaro Tuim antecipando a abordagem de sua direção ao espetáculo. Tuim também indica a importância de levar este tema aos palcos: “falar em morrer nunca esteve tão naturalizado”.

Dança-teatro

O encontro do grupo Solo com Tuim se repete depois de 10 anos, quando o ator dirigiu e coreografou, entre 2009 e 2010, o espetáculo "Hoje é Domingo" contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klaus Vianna. Lázaro Tuim é ator e um dos cofundadores da Nu Escuro, mas sua primeira experiência artística foi com a dança. Ele foi professor de dança de salão e participou de um grupo de dança contemporânea dirigido por Henrique Rodovalho entre 1991 e 1994. O grupo Solo, por sua vez, é formado por bailarinos que já tiveram experiências como atores e atrizes. “Foi quase inevitável não propor um trabalho híbrido entre essas duas linguagens”, explica Tuim.

Os resultados apontam, assim, para a montagem de um espetáculo de dança-teatro ou vice-versa. “Bailarinos-atores colocaram seus corpos e experiências em busca de estabelecer um jogo cênico que envolva a plateia, principalmente a plateia presente na rua”, explica Tuim, indicando a vontade do grupo de ocupar os espaços públicos com este trabalho.

Sinopse completa

Quatro amigos se encontram em um velório diante de um caixão. Neste irrefutável momento, que se configura como a única certeza que temos na vida, nossos quatro personagens, revivem suas trajetórias, relembram do cotidiano exaustivo imposto pela rotina de suas vidas, rememoram as festas e os bailes que os enchiam de alegria e de paixões, para enfim, se despedirem uns dos outros. No entanto, nem a morte os separam.


Uma vez realizado o velório, o caixão sai pela cidade, carregando consigo as histórias de nossos personagens, que representam cidadãos e cidadãs que sonham, enamoram, pelejam, bailam, choram, sorriem e vivem em uma constante busca pela felicidade. 

Um espetáculo híbrido entre a dança e o teatro, que se apoia na trilha sonora para conduzir uma dramaturgia pensada para instigar a plateia a refletir e a participar.

FICHA TÉCNICA

Concepção do espetáculo: Lázaro Tuim e Michael Valim
Direção Artística: Lazaro Tuim
Coreografia: Lázaro Tuim e elenco
Elenco: Ingrid Costa, Luciana Caetano, Milton Aires e Patrick Mendes
Figurino: Patrick Mendes
Programação Visual: Bacae
Sonoplastia: Rui Bordalo
Fotografia: Layza Vasconcelos
Registro audiovisual: Michael Valim
Cenário: Marcos Lotufo e Izabela Nascente
Produção executiva: Jambo&Jambú

SERVIÇO: ESPETÁCULO: NEM A MORTE NOS SEPARA – GRUPO SOLO DE DANÇA
Gênero: Dança contemporânea
Classificação: Livre
Duração: 50 minutos

Todas as apresentações são gratuitas

NOVEMBRO
27/11 – às 18:00 (quarta-feira)
Local: Centro Cultural da UFG – (Pátio) - Av. Universitária, 1533 - Setor Leste Universitário, Goiânia – GO.
Programação FUGA – UFG

DEZEMBRO
03/12 – às 18:30 (terça-feira)
Local: IFG -Campus Aparecida de Goiânia - Av. Universitária, Quadra 1 - Parque Itatiaia, Aparecida de Goiânia – GO.
Abertura da programação Dança À Mostra – Licenciatura em Dança IFG
*Espetáculo com interpretação de LIBRAS

07/12 – às 17:00 (sábado)
Local: Vila Cultural Cora Coralina (Praça) - R. 3, s/n - St. Central, Goiânia – GO.
*Espetáculo com interpretação de LIBRAS

11/12 – às 18:00 (quarta-feira)
Local: Calçada do Grande Hotel – Av. Goiás, esquina com Rua 3, Setor Central, Goiânia- GO.

Informações por: Ana Paula Mota - Produtora Cultural e Assessora de Imprensa - 62 9 9941-5464
Fotos: Layza Vasconcelos


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