No caminho da fé

abril 04, 2018
Por Danielly Chaves

Oi, gente, mas oi mesmo! Tudo bem? Em um mundo cada vez mais conectado, globalizado, individualista e consumista, é admirável encontrar alguém escolhendo outro caminho. Há pessoas abrindo mão de tudo isso, para se dedicar ao campo religioso. Elas entregam sua vida ao ministério, abrem mão do dinheiro, da família, do casamento e da carreira profissional.

Jorge Veloso (20) e Leonardo Gomes (18) fizeram essa opção. Ambos ingressaram, neste ano, juntamente com outros jovens, no Convento Santana, em Anápolis – GO. Mas, antes disso, participaram de muitos encontros, promovidos pela igreja, a fim de confirmar a vocação religiosa.
De manhã, estudam no Colégio Antensina Santana e o resto do dia dedicam-se à religião

O despertar da vocação

O contato de Jorge com a religião veio ainda quando criança, no interior do Piauí. Ele acompanhava a bisavó nos “terços”, encontros religiosos realizados pelos católicos em suas casas para rezar as orações do Pai Nosso, recitadas cinco vezes, e da Ave Maria, recitadas 50 vezes. O menino ficava até o final para levar a bisavó de volta para casa, pois ela era cega. “Gostava bastante do terço. Me chamava a atenção, aquela fé era algo que fugia do meu cotidiano”, conta.

O jovem continuou dedicando-se à igreja e isso chamou a atenção das pessoas, que passaram a lhe perguntar: “Jorge, você quer ser padre?” Ele respondia, brincando: “Sou pecador demais”. No entanto, o envolvimento com a igreja só foi crescendo e ele acabou se matriculando no Encontro de Convivência Vocacional, um curso de dois anos, promovido pela diocese.

Os rapazes pretendem ser irmão assim como São Francisco, pois querem ser missionários

Já Leonardo encontrou os frades franciscanos pela internet. Depois desse contanto que fez com eles, participou em 2017, de cinco encontros que culminaram em um convite para o jovem entrar para o convento. “Senti no meu coração o desejo de doar a minha vida à igreja. Sempre achei o matrimônio e a ação de formar família bonitos, contudo, tornar-me um sacerdote me chamou mais atenção”, afirma.

Os rapazes confessam que já pensaram em ter filhos, uma família, porém, dizem que o chamado de Deus foi mais forte. “No começo as pessoas me criticavam, diziam que seria melhor eu ter um trabalho e constituir família. Mas cada um segue Cristo da melhor forma que achar. Uns casados, outros solteiros. Eu pensei, se Cristo doou a sua vida por mim, por que não doar a minha a ele?”, explica Jorge.

Estudo e muito trabalho

Jorge e Leonardo dividem o tempo entre a escola e a instituição. Estão no 3° ano do Ensino Médio e, durante o dia, oram, trabalham, estudam, praticam a fraternidade, etc. Vão à missa, ao psicólogo, dão apoio pastoral na Casa Betânia, limpam o lugar onde residem e recebem aulas de português e sobre a vida cristã.

Os jovens vão permanecer dois anos dentro do convento. Precisam passar pelas etapas de aspirante e postulando. Depois, vão tentar a admissão como noviços em uma instituição. Sabem que, além da vocação, precisam estudar bastante. Para se tornar padre, é necessário ter pelo menos duas graduações, uma em filosofia e outra em teologia.

Eles são meus alunos, e fiquei encantada com a decisão deles de se dedicarem a Cristo. E vocês o que acham desse posicionamento. Acham ser possível se entregar totalmente ao ministério? Deixe sua opinião nos comentários.

Obrigada por acompanhar o Blog.

Um beijo e até o próximo post.

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