A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Nexo Digital, com o objetivo de cumprir 11 mandados judiciais, sendo seis mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão no âmbito de investigação que apura crimes de fraudes eletrônicas, nos municípios goianos de Senador Canedo, Itapaci e Goiânia. A ação resultou, ainda, no sequestro de aproximadamente R$ 200 mil.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, houve também a lavratura de um auto de prisão em flagrante por posse de drogas e arma de fogo. Ao todo, cinco pessoas foram presas.
A investigação apura a atuação de uma organização criminosa voltada à prática de fraudes eletrônicas, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com enquadramento penal nos arts. 171, § 4º-A, e 288, ambos do Código Penal, c.c. o art. 1º da Lei nº 9.613/1998.
Os trabalhos investigativos tiveram início em março de 2025, após a identificação, por meio de técnicas de inteligência policial, de um grupo responsável pela compra e venda diária de contas bancárias utilizadas como instrumento para a aplicação de golpes financeiros.
No aprofundamento das diligências, foi constatada a existência de um sistema estruturado de fraudes eletrônicas associado a um esquema de lavagem de dinheiro, com divisão de tarefas e atuação em cadeia. O modus operandi estava organizado em três etapas distintas: captação e “preparação” de contas bancárias, execução das fraudes eletrônicas e, por fim, lavagem, ocultação e dissimulação dos valores ilícitos.
Durante as buscas, foram apreendidos uma arma de fogo, drogas, cerca de 70 munições e mais de 100 cartões bancários em nome de terceiros, reforçando a materialidade dos crimes investigados e a estrutura organizada do grupo.
As investigações também revelaram que parte dos presos possui antecedentes criminais, com registros por tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio qualificado, receptação e estelionato, circunstância considerada na representação pelas medidas cautelares e que reforça a suspeita de reiteração delitiva.
A PCGO informa que as investigações prosseguem, com vistas à ampliação das medidas de bloqueio e recuperação de ativos vinculados às fraudes.


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