Goiânia: Presos do semiaberto iniciam trabalho de recuperação dos Parques

maio 14, 2018
Atividades tiveram início no Bosque dos Buritis. Presidente da Amma, Gilberto Marques Neto ressalta que a Prefeitura de Goiânia realiza uma ação de grande relevância social ao usar mão de obra dos detentos


Os 50 presos do regime semiaberto que participam no Projeto Recuperando Pessoas e Parques começaram as atividades de recuperação dos parques de Goiânia, na manhã desta segunda-feira, 14, no Bosque dos Buritis.

O respectivo projeto – que é fruto da parceria da Prefeitura de Goiânia, por meio da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e Diretoria Geral de Administração Penitenciária - vai posteriormente envolver um número maior de presos, não só para utilização deles nas atividades da Amma como também em outros órgãos municipais.

O presidente da Amma, Gilberto Marques Neto, falando à imprensa, destacou a sua satisfação em ver ali a concretização do projeto. Segundo ele, esse convênio assinado pelo prefeito de Goiânia em abril deste ano “é uma demonstração de engajamento social da Prefeitura de Goiânia em algo de relevância social, que exerce a sua significativa parcela de colaboração no combate às questões que envolvem a segurança pública, que é o maior problema que o País enfrenta.

Gilberto Neto falou também da visita que fez à Penitenciária Odenir Guimarães (PGO) para conhecer o setor industrial do presídio. Destacou que ficou sensibilizado em ver centenas de homens e mulheres trabalhando nas mais diversas atividades para encurtar sua pena e assim recuperar a sua liberdade.

Além dos presos nos parques, ele salientou que a Amma vai também estabelecer parceria para que muitos presos do setor industrial da PGO possam produzir diversos produtos pertinentes às atividades empregadas nos parques.

O promotor de Justiça Marcelo Celestino, responsável pelo monitoramento do sistema prisional e idealizador desse projeto, falando do critério de escolha dos presos para a prestação de serviço, frisou que “o interesse do cumprimento fiel das atividades nos parques é, sobretudo, dos presos, pois eles sabem que qualquer falha pode levá-los de volta ao regimente fechado e assim perderem a progressão da pena e deixarem de receber um salário mínimo pelo trabalho nos parques”. Ele disse ainda que pretende elevar a 3 mil o número de presos na prestação de serviços e utilizá-los na parceria com prefeituras goianas.

Um dos presos a falar do evento, Cleidson Vinicius Muniz, disse que estava feliz com a oportunidade de estar ali naquele momento, o qual, segundo ele, dava início ao seu futuro: “Meu futuro começa aqui e eu vou limpar o que sujei, vou construir uma vida melhor; o que fiz foi errado, agora vou fazer coisas boas”.

Sinésio Dioliveira
Post: Lucieni Soares

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