O prefeito de Jataí assinou nesta terça-feira o decreto que declara situação de emergência no município em razão da estiagem prolongada e do déficit hídrico que atingiram as lavouras de milho da segunda safra de 2026.
A medida foi tomada após solicitação formal do Sindicato Rural de Jataí e análise técnica realizada pelas Secretarias Municipais de Desenvolvimento Rural e de Meio Ambiente, que concluíram pela existência de um evento climático excepcional, responsável por expressivas perdas na produção agrícola do município.
Os levantamentos foram realizados em 20 propriedades rurais distribuídas em diferentes regiões de Jataí, todas implantadas dentro da janela recomendada para o cultivo do milho safrinha. As avaliações apontaram produtividade média de 50,25 sacas por hectare, frente à expectativa de 120 sacas, representando perda média de 51,05%.
Os estudos também demonstram que, após um período de chuvas concentradas no início do ano, houve uma redução acentuada das precipitações justamente durante as fases mais sensíveis do desenvolvimento da cultura. Entre 9 de abril e 17 de maio foram registrados apenas 2 milímetros de chuva, incluindo um período de 20 dias consecutivos sem qualquer precipitação, condição que provocou falhas na formação das espigas, grãos chochos e queda significativa da produtividade.
Segundo as estimativas técnicas, o prejuízo direto aos produtores rurais pode alcançar cerca de R$ 300 milhões. Considerando os reflexos sobre transporte, armazenagem, comércio, prestação de serviços e demais segmentos ligados ao agronegócio, o impacto econômico para o município pode chegar a R$ 500 milhões.
A decretação da situação de emergência representa um importante instrumento para dar suporte aos produtores rurais e possibilitar o acesso aos mecanismos previstos na legislação. No entanto, o decreto, por si só, não garante automaticamente benefícios ou indenizações, sendo necessário o cumprimento dos procedimentos exigidos por cada instituição.
A Prefeitura de Jataí orienta que os produtores rurais providenciem os laudos técnicos individualizados de suas propriedades, reúnam a documentação necessária e procurem as instituições financeiras, seguradoras, cooperativas e demais órgãos competentes para buscar as alternativas disponíveis de renegociação de crédito, acionamento de seguros e outras medidas que possam contribuir para minimizar os prejuízos provocados pela estiagem.


Comentários