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Aparecida: Polícia investiga troca de bebês em hospital


A Polícia Civil de Goiás investiga troca de bebês ocorrida há quase um mês no Hospital São Silvestre, em Aparecida de Goiânia

O próprio Hospital registrou um boletim de ocorrência para relatar o fato que, segundo a unidade de saúde, aconteceu após umaquebra de protocolo.

As crianças nasceram no último dia 29 de dezembro. Uma das mães recebeu alta dois dias depois, quando teria ocorrido um erro na identificação dos bebês. O hospital informou, por nota, que “de imediato as duas famílias foram comunicadas e foi solicitada a realização do teste de DNA”.

O resultado do exame genético saiu na segunda-feira, 24/1, e comprovou que as duas mulheres não são mães biológicas dos bebês que levaram para casa. Agora, as famílias pedem que seja realizado o exame de DNA cruzado. O temor é que essa “quebra de protocolo” ocorrida no hospital tenha envolvido outras crianças.

Advogado de uma das mães, Eduardo Costa afirmou em entrevista que as famílias estão abaladas e confusas com a situação. “O sentimento é de que estão sendo torturadas a cada minuto. É uma tortura psicológica”, comentou. Ele questionou a gestão do hospital por ter solicitado apenas um exame de DNA quando, na verdade, é preciso confirmar se os bebês trocados realmente voltarão para a família correta.

Eduardo Costa reclamou que o comunicado sobre o resultado do primeiro exame de DNA tenha ocorrido em um “ambiente inapropriado, no escritório de advocacia do hospital”, e que as famílias sequer tiveram acesso aos papéis do exame. Em nota, o hospital nega, e justifica que não houve a entrega naquele momento “devido à emoção vivenciada”. Diz ainda que o documento já foi “entregue a uma das famílias quando procuraram o hospital”.

Uma reunião nesta sexta-feira, 28/1, na sede da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, em Aparecida de Goiânia cria a expectativa da defesa de uma das famílias de que haja um consenso sobre a realização de novo exame de DNA. Até lá, "o sofrimento continua, porque as mães já estão apegadas com as crianças".

Costa relatou que desde que as mães receberam alta hospitalar, no início do ano, a comunicação entre elas é feita somente por mensagem. “O hospital deveria ter propiciado o convívio das famílias, mas cada uma foi para sua casa e tiveram de buscar contato de forma indireta”, alegou. Por outro lado, a unidade de saúde afirmou que “a psicóloga do hospital procurou as duas famílias para prestar assistência, mas não foi aceito”.

O hospital reafirmou a disponibilidade da profissional "para auxiliar na condução do caso".


Em relação à falha no protocolo hospitalar, que gerou toda a situação, “o hospital abriu processo administrativo interno no dia 1º de janeiro de 2022 para apuração dos fatos e das responsabilidades, e já houve a suspensão de vários envolvidos”, informou a unidade de saúde, por meio de um comunicado assinado pela advogada Luciana Luiza de Castro Azevedo.

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