O efetivo controle do cárcere exercido pela Polícia Penal de Goiás é modelo não só para administrações penitenciárias do país, mas bem como para outros países da América do Sul. Ao longo de 2025, a PPGO recebeu ao menos dez visitas de benchmarking de embaixadores, representantes de administrações prisionais, políticos, religiosos e estudantes de Engenharia e Direitos Humanos.
Em setembro, o embaixador de El Salvador no Brasil, Luis Alberto Aparicio Bermúdez, visitou a sede da Polícia Penal e o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. O objetivo foi conhecer o sistema de segurança penitenciária e os projetos de reintegração social implantados pela PPGO nas unidades prisionais.
O embaixador apontou semelhanças entre o trabalho realizado em Goiás e o de El Salvador, onde está o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot). Considerado um dos maiores e mais rígidos presídios do mundo, com capacidade para até 80 mil detentos, o local é destinado aos integrantes das pandillas (facções criminosas).
“Da mesma forma que Goiás, nós também separamos os presos envolvidos com organizações criminosas dos demais reeducandos. Desde que os aprisionamos no Cecot, o país passou a ter segurança de fato. Antes, El Salvador vivia sobre o controle desses criminosos. Hoje, não mais”, afirmou o diplomata.
Outro embaixador que visitou Goiás foi Carlos Alberto Velástegui, do Equador. Ele também conheceu o sistema de segurança penitenciária e os projetos de reintegração social implantados pela Polícia Penal de Goiás nas unidades prisionais.
Maranhão
Em julho, a PPGO recebeu uma comitiva de representantes do sistema penitenciário do Maranhão para visita de benchmarking. Dentre os integrantes, destaque para o ex-secretário Nacional de Políticas Penais, Rafael Velasco, hoje secretário adjunto de Manutenção e Engenharia Penitenciária da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) daquele Estado.
Os gestores da Seap estiveram na sede da Polícia Penal, em Goiânia, e no Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia, para aprender sobre as práticas e processos da instituição goiana, de modo a identificar oportunidades de melhoria e inovação para o Maranhão.
“Viemos conhecer um Estado que possui um sistema penitenciário referência no Brasil. Nosso objetivo é o de replicar essas boas práticas no Maranhão. Aqui, em Goiás, temos pessoas proativas e com larga vivência dentro do sistema penitenciário. Por isso, a Polícia Penal faz um trabalho maravilhoso”, disse Rafael Velasco.


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