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Romério Cossi e alunos do PIBID: a Rotação por Estação nas Aulas de Ciências

Foto: Joacles Costa

No 6º ano da EMEF Renascer, aprender sobre o corpo humano ganhou um novo sentido. Em vez de apenas decorar nomes e definições, estudantes agora montam, exploram e descobrem como cada parte do organismo se conecta  e tudo isso por meio de uma atividade lúdica e investigativa intitulada Rotação por Estação

A proposta é do professor de Ciências Romério Cossi, desenvolvida em parceria com os alunos do PIBID — Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência — da Universidade Federal do Espírito Santo/UFES. O recurso central dessa dinâmica é o chamado Cubo Mágico Anatômico, ou Cubo Didático, um material tridimensional que permite aos alunos visualizar, manusear e compreender estruturas corporais de forma concreta.

A escolha por uma metodologia baseada em estações não foi à toa. Nesta etapa de ensino, os estudantes estão em transição do pensamento mais prático para o raciocínio abstrato, e muitos sentem dificuldade em assimilar conceitos sobre sistemas e órgãos apenas com explicações no quadro. Com a Rotação por Estação, cada grupo passa por pontos diferentes de estudo, e o cubo deixa de ser um simples suporte visual para se tornar uma ferramenta que guia e facilita a própria compreensão.

Foto: Joacles Costa

O ponto de partida de toda a atividade é uma pergunta investigativa: “Como as peças soltas do nosso corpo se conectam para manter a vida em funcionamento?”. A partir desse questionamento, os alunos identificam estruturas, associam cada órgão e tecido ao seu respectivo sistema e percebem como tudo funciona de forma integrada. O conhecimento deixa de ser algo que se decora para ser algo que se constrói em conjunto.

Ao falar sobre a experiência, o professor Romério Cossi destacou:

"O diferencial está em transformar um tema considerado complexo em um desafio acessível e coletivo. No final, os estudantes não apenas sabem nomear partes do corpo, passam a entender a relação entre elas e a importância de cada uma. E o melhor: fazem isso com curiosidade, participação e interesse real".

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