
A Polícia Penal de Goiás alcançou um novo recorde de pessoas privadas de liberdade exercendo atividades laborais dentro e fora das unidades prisionais.
Em março, 5.741 reeducandos e reeducandas estavam trabalhando, um aumento de 10,03% em relação a dezembro de 2025, quando 5.218 presos exerciam atividades laborais — número que, até então, já representava um recorde. Na comparação com dezembro de 2022, o crescimento chega a 46,75%.
Os números englobam presos de todos os regimes — fechado, provisório, semiaberto e aberto — e incluem atividades remuneradas ou não, nos casos em que há apenas remição de pena.
“O trabalho prisional é uma das ferramentas mais importantes para a reintegração social do apenado e para a redução da reincidência criminal. Por isso, a instituição segue ampliando oportunidades e fortalecendo políticas públicas que beneficiam toda a sociedade”, afirma o diretor-geral da Polícia Penal de Goiás (PPGO), Josimar Pires.
A Polícia Penal atua em diferentes frentes para fomentar a política de trabalho prisional, por meio de parcerias com a iniciativa privada, municípios e órgãos estaduais, além de oficinas próprias e da utilização da mão de obra de reeducandos na manutenção e conservação das próprias unidades prisionais.
As pessoas privadas de liberdade atuam em diversos serviços, como limpeza urbana, construção civil, confecção, marcenaria, serralheria, cozinha, pintura, jardinagem, roçagem e capina.
Parcerias
Atualmente, 46 municípios possuem parceria de trabalho com a PPGO. Outros 12 convênios estão em fase de tramitação. Além disso, nove empresas privadas empregam mão de obra carcerária dentro das unidades prisionais de regime fechado por meio de chamamento público, com previsão de expansão para 15 parcerias até dezembro de 2026.
A expectativa é gerar, até o fim do ano, mais dois mil postos de trabalho para reeducandos, alcançando um número histórico em Goiás.
Plano Estadual do Trabalho
O crescimento da quantidade de pessoas privadas de liberdade exercendo atividades laborais é um dos objetivos do Plano Estadual de Trabalho do Sistema Penal, estabelecido em 2024 e com vigência até 2026. A meta é alcançar um aumento de 50% até dezembro deste ano, chegando a 6.531 trabalhadores, em comparação aos números registrados em 2023, quando havia 4.354 presos trabalhando.
“Em virtude do sucesso na construção de parcerias com as prefeituras e dos chamamentos públicos, acredito que poderemos superar essa meta de crescimento”, destaca o gerente de Produção Agropecuária e Industrial da PPGO, Paulo Sérgio Silva Santos.

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