ROMEU E JULIETA - E[cs]xtas[y]e

16.1.17

O Teatro SESC Centro recebe entre os dias 17 e 31 desse mês de janeiro o espetáculo E[cs]xtas[y]e – Uma história de Romeu e Julieta. A obra tem a direção de Wellington Dias e foi criada a muitas mãos. Com um elenco de 14 (quatorze) pessoas - todos jovens e com vastos talentos de uma nova geração de artistas -, músicas originais, figurino atemporal, espaço cênico multidimensional, a montagem revive cenas clássicas de uma maneira nova e ousada. O projeto conta com o apoio da Maristo Agência de Negócios, de Richardson Umbelino – Fotografia e Design, e com o apoio institucional da Prefeitura de Goiânia, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Os ingressos são vendidos na bilheteria do Teatro Sesc Centro ou pelo site: www.bilheteriadigital.com, aos valores de: R$ 20 (inteira); R$ 10 (meia-entrada); e R$ 7 (comerciários com carteira do SESC).

Três Romeus para Três Julietas

No musical, os papeis principais do texto de Shakespeare foram tripartidos. Separados em odes que relatam três fases de um amor: conhecimento; renovação de votos e amor eterno. A ideia original é de Antônio Amâncio Cañaes, diretor e preparador de elenco carioca, que hoje é roteirista da Rede Globo, de quem Wellington Dias recebeu a inspiração. Na prática, o elenco se multiplica, dando vozes aos personagens de maneiras múltiplas, quebrando a linearidade natural de um começo, meio e fim já conhecidos.

Quando questionado sobre os desafios artísticos enfrentados pelo grupo no processo de releitura de Romeu e Julieta, Wellington explica: “O mote do trabalho de pesquisa foi a busca pela conexão da obra de Shakeaspeare com o mundo contemporâneo. Esse foi o maior desafio. A interpretação dos atores foi então se aquecendo pelas paixões próprias de sua juventude, pelas histórias emocionais e afetivas que eles próprios estavam vivendo. Eles tiveram que lidar com isso, e ainda encontrar os fios que os ligavam com o que o autor tinha escrito há mais de 400 anos. E foi impressionante a forma como conseguiram dialogar com esses sentimentos”.

Sinopse

Três Romeus e três Julietas, que fazem da mais conhecida história de amor já contada, uma jornada ao encontro de nossas paixões, perdas e amores eternos. Sentimentos que podem durar um momento, e ainda assim significarem uma vida. O amor nos deixa em êxtase, ao passo que é uma droga que nos embriaga, nos fere e nos faz querer sempre mais. Ainda em dúvida sobre estarmos interpretando um drama ou uma comédia, E[cs]xtas[y]e é embalado por sucessos do rock, do pop e da MPB, e sua veste cênica mistura o blue jeans gótico e desfiado de um conturbado século XXI com saiotes e rendas de uma agitada idade média renascentista. Anacrônicos, posamos esse amor, dissociados de tempos cronológicos, para interpretar uma sociedade que se deseja plural e moderna,ainda que em tempos de barbáries ideológicas.

O Diretor

Wellington Dias é ator desde 1989, portanto há 27 anos, e diretor de teatro desde 1998, portanto há 18 anos. Neste período recebeu diversos prêmios como ator e como diretor. No cinema participou como ator nos longa-metragens: Uma Saga Brasileira de Pedro Augusto e O Tronco de João Batista de Andrade e do curta: A voz do Pirralho de Alexandre Tavares (USP-SP). Atualmente é técnico de apresentações artísticas do Sesc Centro e Conselheiro de Cultura do Estado de Goiás.

Em 2002 fundou com Edson de Oliveira e André Srur o Fábrica Grupo de Teatro. Suas primeiras produções foram o texto cômico Romeu e Isoldae a performance O Operário em Construção. Este último, em cartaz há 10 anos. Ambos os trabalhos foram premiados em diversos festivais. Depois de um hiato de 8 anos, o grupo está de volta com E[cs]xtas[y]e. Em sua carreira também se contabilizam suas participações como curador, jurado e debatedor dos temas ligados ao fazer teatral, convidado para eventos em todo o Brasil.

Ficha Técnica:
Elenco: Cadu Freitas; Christiane Fagundes; Clégis de Assis; Francis Silva; Helter Costa; Ingrid Lobo; Isabella Naves; Jéssica Moraes; LayonBerigo; Marcelo di Castro; Marcos Honda; Mariana Segger; Raquel Gabriela; Thaís Dwik – Música: Adriana Lemes – Arranjos, orientação vocal e teclados; Ingrid Lobo – Arranjos e guitarras; Paula Bernades – Arranjos e percussão; Sonoplastia: Mauro Sérgio Morais - Combate Cênico: Clégis de Assis - Coreografia: Joisy Amorim e Vanderlei Roncato (Giro 8 Cia. De Dança); Figurinos: Raquel Gabriela; Cláudio Livas; LayonBerigo - Caracterização – Hairstylist: Nayara Lacerda; Visagismo: Pedro Souza – Penteados e Jéssica Moraes – Maquiagens - Cenografia: Paulinho Pessoa; Leila Finotti; Iluminação: João Bosco Amaral e Fernando












E[cs]xtas[y]e: Êxtase + Ecstasy 

... Êxtase - substantivo masculino - 1. Estado de quem se encontra como que transportado para fora de si e do mundo sensível, por efeito de exaltação mística ou de sentimentos muito intensos de alegria, prazer, admiração, temor reverente

... Ecstasy - Metilenodioximetanfetamina (MDMA) – 1.Droga moderna sintetizada. Efeitos: euforia, sensação de bem-estar, alterações da percepção sensorial. Pertencente à família das anfetaminas, acredita-se que tenha poderes afrodisíacos, apesar desse aspecto ser tratado de outra maneira pelos cientistas: aumenta o desejo, mas incapacita as condições fisiológicas para o ato sexual. Ganhou notoriedade e perfusão com o desenvolvimento da moda techno e das festas rave.


Uma história de Romeu e Julieta:




Ana Paula da Mota
anapaulamota@gmail.com
Mais informações: 62 3933-1700

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