Região Leste de Goiânia protesta contra desafetação de áreas públicas

dezembro 28, 2016

Na semana passada os moradores da região do Jardim Maria Helena, Recanto das Minas Gerais, Tupinambá dos Reis e principalmente do Jardim Abaporu, bairros da Região Leste de Goiânia tiveram uma surpresa, que não agradou. Chegou a notícia que as três áreas no setor que “são” destinadas a construção de escolas de 1º e 2º Grau e praça pública foram atingidas pela LEI Nº 9023, DE 24 DE JANEIRO DE 2011, que Desafeta áreas de sua destinação primitiva (informado acima), altera a Lei nº 8.758, de 06 de janeiro de 2009 e dá outras providências.

Com isso, essas 3 áreas não serão mais usadas para construção de escolas e nem praça pública e sim para habitação como cita o Artigo 2º da lei 8.758 de 06 de Janeiro de 2009. “Ficam as áreas descritas no artigo anterior, (Art. 1º da lei 8.758) destinadas à implantação de Projetos Habitacionais de Interesse Social em conformidade com o art. 1º, da Lei Complementar n.º 188, de 30 de março de 2009.

Na lei nº 188 de março de 2009 o único motivo da desafetação dessas e de outras áreas em Goiânia, seria para implantação de Projetos Habitacionais de Interesse Social, o que está acontecendo no Jardim Abaporu e deve acontecer no Parque das Amendoeiras.

A grande preocupação que alarmou todos, é que o local será doado para famílias carentes de invasões proveniente da região do Vale dos Sonhos, motivados por vereador recém eleito e uma pessoa da secretaria de Habitação do Município e segundo os moradores do Jardim Abaporu já começaram até a “piquetá” o local, demarcando assim os lotes. Um suposto beneficiado do local que estava se sentindo excluído pelos organizadores, citou que as famílias que veem, já desembolsaram mais de R$ 100,00 para fazer a topografia do local.

Os moradores do entorno dos locais desafetados estão apavorados por ter possíveis barracos abrigando pessoas sem condições de construir, fazendo com que esses novos moradores venham a construir pequenos barracões e até mesmo barracos de lona sem energia elétrica e sem saneamento básico o local pode ter esgoto a céu aberto causando vários transtornos como mal cheiro e trazendo doenças para todos.

Os moradores citaram que o incentivo pela vinda desse pessoal para esses locais seria até o dia primeiro de janeiro, pelos órgãos competentes estarem de recesso e que após a ocupação seria mais difícil a retirada desse pessoal. A polícia militar esteve no local e garantiu que sem documentos legais ninguém entra nas áreas citadas. E os moradores estarão de vigília observando dia e noite qualquer movimento estranho no local.

Certos de que zelando das áreas em questão o poder público volte atrás com tal ação, começaram a plantar mudas de árvores. Porém como podemos ver no mapa já há até uma “planta” com lotes de 160 m2 e duas novas ruas dividindo as quadras. O curioso é que uma dessas ruas, o nome, é em homenagem a equipe da chapecoense, equipe de futebol que sofreu o desastre aéreo recentemente. Por tanto, leva-se a crer que foi feito recente. No mapa vemos que no rodapé é endereçado a Secretaria Municipal de Habitação e com número de processo e ofício.



















Texto e fotos: Comunicativo Leste.com.br
Vídeo: Band TV Goiânia
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